Não é nada, é só uma gripe

Sábado, 4 de Julho de 2009

“Não é nada, é só uma gripe. Estou com muita sede, então acho que é mesmo uma gripe”.

Eu achei que fosse só estresse, nos últimos meses ele emagrecera bastante, na minha cabeça era apenas o excesso de trabalho, muito café e cigarro e poucas horas de sono. Depois veio a sede, novamente esperei com ele por uma gripe que não chegou. Ontem veio o pior, ele estava muito tonto e, depois de muita insistência, procurou o hospital. E então, veio a confirmação:
Be está com diabetes.
Estou com raiva dele, porque apenas ontem, depois de passar muito mal, ele me contou que já sabia, há 2 anos, eu repito, HÁ 2 ANOS, que está com a glicose acima do normal. Por que ele me contou? Porque agora ele não pode mais fingir que não é nada, há 2 anos a glicose estava em 190, no ano passado ela estava em 220, mas agora ela chegou ao absurdo de 390. Isso mesmo, o meu noivo está com 390 de glicose, isso depois de eu pedir pra uma amiga fazer a conversão pra valores de referência que eu pudesse entender, porque os laboratórios lá dão o resultado em mol (??????).
Minha mãe, uma senhorazinha muito mais responsável do que o Be, quando estava com a glicose em 170 começou a fazer um tratamento, encarou com seriedade a sua nova condição. Minha mãe faz dieta, emagreceu um monte, caminha 10 km na esteira todos os dias porque entende quais são os riscos que ela corre se a glicose aumentar. Volta e meia minha mãe comete alguns deslizes gastronômicos, nos enfurece um pouco, mas logo ela já está toda natureba novamente. (E cá entre nós, ninguém é feliz se pelo menos uma vez por ano não puder mergulhar com vontade em uma torta Macrom). Minha mãe é um motivo de orgulho, já que ela tem mais energia e força de vontade pra esse tipo de coisa que muita menininha que eu vejo por aí (inclusive eu).
Não estou zangada com o Be pelo estilo de vida que ele tem, mas porque ele ocultou informações. Simples assim. E quem oculta informações está a um passo de mentir. E mentira dá quebra de contrato.
E agora começa a saga: ele precisa parar de fumar, ele precisa tomar mais água e não apenas coca-cola, ele precisa mudar os hábitos alimentares e parar de comer tanta porcaria. Ele precisa.
Be nem parece holandês. A bicicleta ele tem, mas confesso que se vi pegando a bichinha 4 vezes foi muito. Tudo tem que ser de carro. Ele sobe aquelas escadas do nosso cafofo novo e quando chega à porta de casa já está colocando os bofes pra fora. Eu sei que quando ele está sozinho (na maior parte do tempo), a rotina dele inclui passar naqueles malditos Snackbars na saída do trabalho e se entupir de Frikadel.
Sem falar nos malefícios do cigarro. E ando odiando o fato dele colocar roupas limpas e cheirosinhas e em questão de horas já estar todo fedorentão por causa do cigarro.
É uma luta que estou comprando para mim também. Tudo bem que faz quase um ano que não coloco um cigarro na boca, mas... Há anos vivo começando dietas que não vingam, reclamando do meu popozão sem mudar a minha cabeça. Porque eu caio dentro de dietas e mais dietas, elas funcionam por um tempo e depois eu as esqueço. Está na hora de nós dois tomarmos uma atitude.
Não quero ficar uma gorda horrorosa dentro do meu vestido de noiva. E o principal, não quero ficar viúva antes mesmo de casar.

Momento entojado porque eu mereço

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Olhem esse comentário:

"olá querida, tudo bem? estou fazendo uma busca para ver onde saíram noticias do livro e te encontrei... puxa, adorei!!! muito obrigada pela força!!!! se for de bh, te espero lá na Leitura quarta-feira! beijinhos
"

Que fofa! Toda pop do jeito que ela é ainda tem a humildade de pesquisar e deixar comentários para os fãs. Ah se eu tivesse dimdim pra ir a BH...

Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos

Domingo, 28 de Junho de 2009

Voltei.
Comecei a faxinar a casa, mudei template, essas coisas. Só que quando alterei o layout as tais caixinhas sumiram e não teve Cristo pra recuperá-las!
Então, se alguém passar por aqui e ficar ofendido porque o nome sumiu da lista dos meus blogs favoritos, por favor me avisa.
Se é que alguém ainda passa por aqui...
Hoje queria falar sobre o meu amor por Fernanda Mello.
Como a descrição do seu blog já diz: publicitária, escritora e compositora. O about não faz justiça a tantas outras qualidades, entre as quais sensível, capaz de fazer prosa poética com a mesma facilidade com que respira e linda, por dentro e por fora.
Todo mundo conhece a Fê. Duvida?
Assista esses vídeos:







Podia pôr mais uma meia dúzia deles. Conhecem as músicas? A letra de todas essas maravilhas é da Fê.
Conheci o blog dela há um bom tempo atrás, navegando cheguei até ela.
Tantos textos maravilhosos, tantos momentos de reflexão.
Pois é, estou aqui me coçando, porque queria muito, mas muito mesmo estar em BH essa semana.
Fê está prestes a lançar o seu primeiro livro, "Princesa de rua", na capital mineira. Ela merece todo o sucesso, ela merece todo o respeito pela sua capacidade de descrever sentimentos de uma forma tão linda, sensível, humana. Ela se acha hitmaker. Pra mim ela é poesia.

Abaixo deixo um texto da Princesa.

"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."

Quem estiver em BH:

Fernanda Mello lança “Princesa de Rua” em noite de autógrafos
Dia 1º de julho, quarta-feira, a partir das 20 horas, com entrada franca
Local: Leitura Megastore BH Shopping - loja OP51
Rodovia BR356, 3049 - Belvedere. Fone: 3263-2700

Descanso ao rei...


Que o rei descanse em paz.

Por que Twilight é sem graça? (com spoiler)

Sábado, 25 de Abril de 2009

Porque é a mesma fórmula batida de qualquer conto de fadas, sem tirar nem pôr.

A mocinha é linda. Embora ela se julgue sem graça e mole, todos os rapazes da escola se interessam por ela. Tão óbvio...

A mocinha é pálida, como em todas as histórias insossas contadas para crianças.

A mocinha é delicada, nesse caso, ela é humana, quebradiça e com um pendor natural para desastres.

E a mocinha é pobre.

E daí, temos o príncipe, que tem todos aqueles acessórios que um bom príncipe deve ter: rico, bonito, forte, gentil, bem educado, protetor e apaixonado pela mocinha.

Não, o príncipe não é o cara mais humano, pobre e apaixonado, que vive em uma aldeia indígena, cuida do pai e toma conta da mocinha quando o príncipe resolve dar um chilique. Como a autora descreve, esse é o Paris e ele cai. Como o personagem era tão bem bolado e maravilhoso demais para simplesmente cair, lá vai Steph, colocando na história um bebê de Rosemary, um personagem bizarro que fica adulto em 7 anos, outra princesa, dessa vez para o índio. Prontinho, agora todos têm a sua princesa e o problema está resolvido. Prático, não?

Temos até o “felizes para sempre” e, nesse caso, o sempre é sempre mesmo, já que nenhum dos dois vai morrer.

Steph foi espertíssima, teceu uma saga, em cima de componentes tão óbvios e mesmo assim se deu bem. Porque as pessoas gostam de histórias com finais felizes, porque as pessoas AINDA gostam de contos de fadas mornos.

A única coisa elogiosa que eu vejo na escritora é o fato dela conseguir descrever sentimentos, e o faz maravilhosamente bem. Fora isso, os livros são patéticos e enjoativos. Não tem trama, não tem muitos acontecimentos emocionantes, as páginas se arrastam intermináveis, sem um pingo de criatividade para ações, morninho demais, açucarado demais.

E ela não fugiu do óbvio em relação ao Brasil, por que foi falar do Brasil naqueles livros estúpidos? Como sempre, fica a impressão que aqui só tem índio (nada contra, mas será que ela se deu ao trabalho de saber um pouco mais sobre o nosso país antes de citar no livro?)

Pra quem esperava algo ao estilo Harry Potter, cheio de confusões, ações, reviravoltas, sacadas brilhantes, emoção e aventura escorrendo por todas as páginas, a saga de Meyer é...enjoativa, como todos os contos de fadas e romances escritos para adolescentes e mulheres de meia idade. Acho que é por isso que os livros agradaram tanto esses públicos.

Desculpem os fanáticos pela série, mas nesse caso, fico com Stephen King:

“Tanto Rowling quanto Meyer, elas falam diretamente ao público jovem... a real diferença é que Jo Rowling é uma tremenda escritora e Stephenie Meyer não consegue escrever nada que valha um retalho. Ela não é muito boa”

E o filme? Ah, o filme...Tenho pavor da Kristen. Aquele revirar de olhinhos dela me irrita seriamente. E aqueles movimentos que ela faz com a boca, engolindo ar e parecendo que está arrotando? Pela mãe do guarda!

O que salva o filme é Pattinson, perfeito na atuação e colaborando com a trilha sonora que ficou, sem dúvida alguma, belíssima. Never Think é absolutamente perfeita, e as sonatas para piano que ele compôs para o filme ficaram delicadas, lindas.

Ouvi até uns comentários sobre o roteiro, sobre a adaptação do livro para filme, que foi mais fiel ao livro do que Harry Potter, que eles sempre mudam horrores a história quando levam ao cinema. Mas convenhamos, é muito mais difícil condensar e levar ao cinema algo como Harry Potter, que é denso, cheio de acontecimentos, do que essa saga soporífera.

E para não deixar os fãs da série muito brabinhos comigo, deixo “Never Think”.

Bom fim-de-semana a todos!



Fotos da viagem

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009


Pitcairn

A viagem foi...boa. Já voltei há um tempão, mas com o trabalho acumulado, tava quase impossível passar por aqui.

Ando em um ritmo acelerado, fazendo tudo na corrida, sem tempo pra nada, chego a sonhar com o trabalho e acordar aflita.

Queria fazer um diário de bordo sobre tudo que vimos, quem sabe com o tempo?

A viagem foi...interessante. Não foi propriamente confortável. Pitcairn é lindíssima, mas é longe, longe de tudo. Me senti na ilha de Lost, passamos 15 dias dentro de um barco nada confortável com mais 18 pessoas. Os “meninos” se divertiram bastante, mas as meninas, (ou seja, eu e mais uma pobre coitada), ficamos sem nada para fazer. Li um montão, todos os livros da série Twilight e de quebra ainda parte de Midnight Sun que eu afanei pela internet e salvei no note. O isolamento nem sempre é bom, faz você ter pensamentos psicóticos, principalmente quando os demais companheiros são egoístas demais para pensar no bem estar comum.

Havia dois holandeses com a gente que eram uó. Super egoístas com a comida, com as cabines, com tudo. Um deles, apesar do aviso da tripulação, de que tínhamos só 4 horas para visitação em uma das ilhas, resolveu ignorar as instruções. Resumo de tudo: ficamos quase 8 horas atracados no meio do nada esperando o cara, tivemos que enfrentar uma ventania pavorosa, (não, não era tempestade, era “só” vento) que fazia com que o nosso barco capenga tentasse se equilibrar sobre ondas de quase 5 metros de altura.

Vou postar algumas fotos, depois, com o tempo, vou colocando mais. Os lugares são lindos. Valeria a pena conhecer, com algumas recomendações:

Escolha bem a sua agência de viagens, bata o pé e exija ver as fotos do barco, que vai ser a sua casa por mais ou menos 15 dias. A maioria dos navios que fazem o trajeto são meio...miseráveis, você precisa saber de antemão que essa é uma viagem de aventura e não um cruzeiro luxuoso, mas peça para ver fotos, eu acho isso bem importante, e se possível, exija que no contrato da viagem, tenha as características do barco para você poder reclamar depois. Não faça como a gente, dentro de um barco furreca cheio de manutenções a serem feitas.

Na ilha não tem hotel, você vai ser acomodado nas casas das pessoas que moram lá. Be e eu tivemos sorte, pegamos uma família bacaninha, mas o outro casal, acabou ficando com um casal de velhinhos super religiosos e muquiranas, dormindo em um colchão horrendinho e tendo que rezar sabe-se lá quantas horas por dia. E nem tem muito que reclamar, porque o lance da viagem é a troca de experiências e todo mundo tava avisado que seria assim.

Vou deixar algumas fotos, depois coloco mais. A beleza de tudo até compensa a falta de conforto, mas se você achar que é um preço alto a pagar, pegue um aviãozinho até Moorea ou Bora Bora, se hospede no Sofitel ou no Sheraton e seja feliz.

 
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